Não, não são formigas pintadas de azul e branco.. É o tapete dos Filhos de Gandhy. Gandhy com “y” mesmo. Gandhy de Mahatma Gandhi mesmo. Por que do “y” no lugar do “i”? Ah.. Tem coisas que só se vê na Bahia nega..
Em 1948 os estivadores(1) eram tidos como privilegiados, dadas as condicoes economicas da epoca que lhes favorecia e ao fato de nao terem patroes. O trabalho era fiscalizado pelo proprio sindicato dos estivadores, o que lhes conferia um certo status. Data desse ano a fundacao do bloco “Comendo Coentro“, composto de um caminhao em que se instalou varios instrumentos musicais, seguido dos estivadores, trajados finamente com o que de mais elegante existia: roupas de linho importado, chapeus “Panama” e sapatos “Scamatchia”. A festa era regada a muita comida e bebida e os estivadores chegavam a alugar barracas para a farra carnavalesca.
Em 1949 com a politica de arrocho salarial, numa verdadeira economia de pos-guerra, o Governo Federal interviu nos sindicatos, inclusive no sindicato dos estivadores, o que fez decair a renda dos sindicalizados. O “Comendo Coentro” nao pode sair as ruas devido a crise financeira que se abateu sobre os estivadores e porque eles nao queriam desfilar em condicoes inferiores as do ano anterior. Surgiu, entao, a ideia de levar um “cordao”, ou bloco de carnaval, idealizado por Durval Marques da Silva, o “Vava Madeira“, com o apoio dos demais estivadores arrecadaram dinheiro e foram as compras, adquirindo lencois para serem utilizados na confeccao dos trajes, barris de mate e couro, com os quais construiram os tambores utilizados no acompanhamento do cortejo. O nome do bloco foi sugerido por “Vava Madeira”, inspirado na vida do lider pacifista Mohandas Karamchand Gandhi, trocando-se, entretanto, a letra “i” por “y”, com a intencao de evitar possiveis represalias pelo uso do nome de uma importante figura do cenario mundial. Batizou-se entao o bloco com o nome “Filhos de Gandhy”.
Retirado da página oficial dos Filhos de Gandhy: http://www.filhosdegandhy.com.br
Pai, me ajuda…
es.ti.va.dor
adj (estivar1+dor2) Que estiva. sm 1 Operário que trabalha nas capatazias dos portos no serviço de carga e descarga de navios, quer transportando mercadorias do armazém ao navio, ou vice-versa, quer arrumando-as no necessário empilhamento. 2 Negociante de gêneros alimentícios.
De brinde, uma foto de um pedaço de um pedacinho de um pedaçículo do carnaval da Bahia

